18 setembro 2005

Entrelinhas.

Como é de noite e não tenho mais nada para fazer vou pensar em futebol. Assim posso contribuir para a causa e não falar nas tranças do Benny.

A redução de clubes. Sempre me pareceu a mais simples e óbvia das medidas a implementar. Teoricamente e com uma análise muito empírica a competitividade aumentará. Ou diminuirá o lote das equipas “fracas”. Mas por outro lado, menos quatro jogos. Estão conscientes que para o ano nesta altura estamos ainda em pré época? (sim, começa na mesma altura e acaba mais cedo, mas o tempo é o mesmo).
Menos quatro jogos para quem anda nas provas europeias é bem bom e para a selecção também não deve ser mau.
Mas além dos outros dez ainda existe a questão da “massa”. Sempre são menos duas bilheteiras e possíveis direitos de transmissão. Mas os ordenados são os mesmos e as restantes despesas pouco alteraram. QUATRO JOGOS.
Hoje não estou assim tão certo que seja uma boa medida. E como foi por decreto.

Ora a maior parte dos jogos são maus não valem o preço da entrada. Assim é um pouco como no cinema, se for um bom filme vou ao cinema se não vou ao vídeo clube. Mas estes ainda tentam promover o seu negócio. Como é que é possível os promotores de um “espectáculo” dizerem tão mal do “espectáculo” que têm para oferecer. Tudo é baseado no facciosismo. Fiem-se na virgem. Esta história da globalização chega a todo o lado.

É verdade que os artistas cá do burgo não são normalmente nada maus. E que até temos feito algumas coisa de jeito internacionalmente. Mas avaliar só por ai não deve ser suficiente. Os resultados da selecção nacional pouco contam para isto, os melhores jogadores não se passeiam pelo nosso campeonato. Os resultados das equipas portuguesas nos últimos anos devem-se ao extraordinário Porto, à final do Sporting na Uefa e à meia-final do Boavista.
Ora, nestes mesmos ultimos anos a Rússia ganhou uma Uefa, a Escócia esteve presente numa final, França em duas ou três, a Holanda uma Uefa e uma final dos campeões, outra final perdida por alemães (e não foi o Bayern) até o Galatasaray ganhou a Uefa há cinco ou seis anos atrás. E a Grécia.
Deixando de fora as equipas inglesas, espanholas, italianas e o Bayern, se nivelarmos o extraordinário Porto pela média nacional, estamos em que pote?
Em resumo o sucesso internacional do futebol jogado em Portugal (e não o futebol português no seu todo) tem se resumido ao Porto e pouco mais.
Não serve isto para valorizar apenas o Porto, não seria necessário, mas é que o quinto, quase quarto, lugar embora seja um facto matemático para o analisar/avaliar correctamente temos de introduzir outras premissas.
O futebol em Portugal é na generalidade mau, o futebol português é de topo com Figo, Ronaldo, Rui Costa, Deco, Maniche, Pauleta, Costinha, Carvalho, Jorge Andrade, o Ricardo, Mourinho, Queirós, acrescentando mais uns quantos ou retirando um ou dois o Futebol Português não é mau, cá é que é.

3 Comments:

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1:13 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

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1:16 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

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10:59 da manhã  

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