15 setembro 2005

Em defesa da defesa.

A critica não se divide, a defesa do Porto é a culpada, o ponto mais fraco, maus jogadores entre outro defeitos que se vão encontrando.
Mas vamos ver as coisas por outro lado.
O César Peixoto tem sido quase sempre o melhor da equipa, em Glasgow voltou a ser o melhor. Sonkaya não é uma estrela, já se sabia e já se viu, mas nunca comprometeu e parece menos mau de jogo para jogo. Pepe no único jogo que fez foi o "Man of the Match" para a Uefa, mas nós é que percebemos disto. Pedro Emanuel é um líder, quer do ponto de vista moral mas sobretudo na parte táctica, tem sido ele a fazer as dobras do lado do “atacante” César. Ricardo Costa não é tão mau como se quer fazer ver:
Com a ausência de Raul Meireles o médio mais defensivo tem sido Lucho, isso mesmo, quando o médio defensivo de uma equipa é o Lucho não podemos ficar á espera de não sofrer golos. Além de jogarmos dois para dois na marcação defensiva.
E o ataque?
Nos quatro jogos oficiais até agora dos titulares, só defesas marcaram, a ver.
Ricardo Costa, César (2), Pepe (2), Hugo Almeida (2) Alan e Quaresma. Estes três últimos saltaram do banco. Só no ultimo jogo, o que perdemos e o que interessa encontrar responsabilidades, rematamos 20 vezes e só de canto marcamos e logo dois e, imagine-se, por um defesa.
Pois eu acho que a responsabilidade da derrota é mais do meio campo e ataque e menos da defesa, precisamente pela falta de eficácia.
E os golos sofridos, dois contra a naval, um autogolo (manifesta infelicidade, nem se pode culpar) e uma perda de bola na saída da zona defensiva (Ricardo Costa se não estou em erro) não é bem um erro defensivo (de marcação entenda-se).
Em Glasgow além de termos perdido o melhor e mais experiente defesa, o primeiro golo é falta de coordenação, subiram todos para a colocação em fora de jogo menos os dois centrais, estavam cinco jogadores escoceses em jogo. O golo árbrito/Baia. Um golo de costas para a baliza, que sai uma vez na vida ao Grego que tem um metro e noventa e tal e não a altura do Liedson, se bem que o Pepe (embora já debilitado fisicamente) deveria ter feito mais.Em resumo, penso que para se jogar neste sistema deveríamos ter um defesa (pelo menos um) de muito boa classe. Mas por outro lado se a eficácia atacante fosse de acordo com a estratégia atacante da equipa, permitiria a defesa ter um ou outro erro sem consequências de maior para o resultado. É certo que até agora não encontramos um ataque adversário realmente perigoso, mas também não deixa de ser verdade que até agora as falhas “graves” foram sempre na finalização dos atacantes.

5 Comments:

Blogger Rolas said...

Muito boa análise, serena, objectiva e a frio que é muito importante

1:53 da tarde  
Blogger Nuno said...

Sabes que os comentadeiros, como não percebem muito de bola, vão logo pelo mais óbvio... sofre golos, culpa da defesa e do GR... a equipa defende mal... bla bla bla bla.

Quem viu os jogos que o FCP fez, mas ver mesmo, não é fazer de conta, viu que o FCP praticamente não deu hipóteses aos adversários de chegar à sua área... Rio Ave e Estrela nem oportunidades de golo tiveram... o perigo que causaram foi nulo. A Naval e o Rangers aproveitaram as raríssimas oportunidades que tiveram quase a 100%.

e uma equipa apenas permite que o adversário faça 4/5 remates e poucas mais vezes chegue à área isso é defender mal?? Não, claro que não!!

O FCP não defende mal, defende bem, tem é tido a infelicidade de, quando erra (e em todos os jogos há erros), os advesários aproveitam!!

5:25 da tarde  
Blogger PequenaJoana said...

O Ricardo Costa não me tem estado a "desconvencer" só nesta época, isto vem já desde o ano passado. Tem impetuosidade a mais e jeito a menos.

Quanto à lateral- esquerda, estamos mal servidos e isso para mim é um facto indesmentível.

Se me disserem que o mal vem de que esta defesa joga junta pela primeira vez e que com o tempo há-de melhorar, tudo bem, eu posso concordar, mas neste momento não me inspira confiança nenhuma. Aliás, o primeiro e o terceiro golo que sofremos em Glasgow resultam da passividade da defesa, apesar do cabeçeamento do grego ter saído perfeito. No entanto, posso-vos garantir que segundos antes tive o seguinte pensamento: "Vão deixá-los cabecear à vontade". E foi o que aconteceu.

Para mim, neste estado de coisas, eu não dispensaria um trinco da equipa. Acho que faz falta um Ministro e não tendo cão caça-se com gato (Meireles).

Concordo quanto aos problemas no ataque e à quantidade de golos que não marcamos. Esse para mim está a tornar-se num problema tão evidnete quanto o da defesa.

saudações portistas

11:53 da manhã  
Blogger PequenaJoana said...

Onde diz "lateral-esquerda", quis dizer "direita".

11:54 da manhã  
Blogger Rotura de ligamentos said...

Precisamente. O problema vai muito além da qualidade individual dos elementos da defesa. Só que com a utilização daquele sistema e modelo ofensivo, ainda se potencia mais as debilidades defensivas. Daí talvez não concordar a 100% com a afirmação de que o problema estará no meio-campo. De alguma forma até está, mas o meio-campo tem, necessariamente, de ser permeável com aquele modelo ofensivo, que, por sua vez, não encerra apenas as operações centrocampistas. Só disse isto porque a raíz do problema é mais funda do que verificar um ou outro sector mais problemático, como deste a entender bem na tua crítica.

Parabéns pelo blog

1:01 da tarde  

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